sexta-feira, 6 de julho de 2012



A ARTE RUPESTRE


Há milhares de anos os povos antigos já se manifestavam artisticamente. Embora ainda não conhecessem a escrita, eles eram capazes de produzir obras de arte. É ai que entra em cena a arte rupestre. Ela é composta por representações gráficas (desenhos, símbolos, sinais) feitas em paredes de cavernas pelos homens da Pré-História, com o objetivo de comunicação, ou então, apenas para expressar suas ideias e retratar o mundo à sua volta.


Características principais da arte rupestre:

O homem pré-histórico era capaz de se expressar artisticamente através dos desenhos que fazia nas paredes de suas cavernas. Suas pinturas mostravam os animais e pessoas do período em que vivia, além de cenas de seu cotidiano (caça, rituais, danças, alimentação, etc.). Expressava-se também através de suas esculturas em madeira, osso e pedra. O estudo desta forma de expressão contribui com os conhecimentos que os cientistas têm a respeito do dia a dia dos povos antigos.

Para fazerem as pinturas nas paredes de cavernas, os homens da Pré-História usavam sangue de animais, saliva, fragmentos de rochas, argila, etc.


As formas de documentar pinturas rupestres mudaram conforme o avanço tecnológico. Primeiro eram feitos desenhos; depois, decalques plásticos em tamanho natural, fotografados e reduzidos, fotografias e, mais recentemente, registros tridimensionais.


Arte Rupestre no Brasil:

A arte rupestre está registrada em rochas e grutas em todo o Brasil. São mais de 780 sítios arqueológicos, onde as pinturas rupestres deixaram o rastro dos primeiros "pintores" brasileiros de que se tem notícia.


Em Minas Gerais, um dos sítios mais importantes é o Vale do Peruaçu. Em paredões bem altos, os "pintores" da Antiguidade fizeram seus desenhos a cerca de dez metros do chão, provavelmente se encarapitando em cima de árvores! As pinturas do Peruaçu são de vários estilos, e os pesquisadores calculam que tenham entre 2.000 e 10.000 anos.


O Parque Nacional da Serra da Capivara, na Região Nordeste, possui centenas de sítios arqueológicos portadores de pinturas rupestres, caracterizadas pela presença de representações humanas, animais, plantas e objetos em cenas com temas identificáveis e composições típicas. Os painéis são resultados dos diferentes momentos em que foram pintados. Pelas características dos desenhos, percebe-se que no decorrer dos milênios, nem sempre eles foram realizados pelos mesmos grupos culturais. Neles estão representados temas de grande diversidade, tais como caça, dança e coleta.



Preservação:

Por vandalismo e desconhecimento da importância da arte rupestre como fonte histórica, uma grande parte das pinturas já foi danificada, seja através de riscos, gravação de nomes, ou mesmo fraturas causadas por picaretas.

Atualmente a preservação da arte rupestre é muito visada nos sítios arqueológicos, com o objetivo de evitar o seu desaparecimento, considerando suas contribuições para com a história do Brasil.



A Arte Rupestre e o Grafite:

A arte rupestre foi utilizada em épocas antigas como forma de comunicação e expressão de opiniões entre os povos. O Grafite é uma maneira de manifestação artística em espaços públicos, utilizado com o objetivo de expressar uma ideia. Nota-se então, que tanto a arte rupestre quanto o grafite são formas que o artista tem de expressar a sua opinião e se comunicar com a sociedade à sua volta. Enquanto a arte rupestre era utilizada a milhares de anos atrás pelo homem pré-histórico, o grafite é uma forma atual de arte, urbanizada e com influências da sociedade moderna.







domingo, 17 de junho de 2012


A Proporção Áurea

Por mais de 500 anos antes de Cristo, os gregos (pitagóricos), vem estudando as relações entre os segmentos de um pentagrama. Determinaram um número que desempenhava um importante papel na geometria, na estética, nas artes, na arquitetura e na biologia. Este número é chamado de número áureo (número de ouro) ou razão (secção) áurea. A razão áurea, além de um conceito matemático, é uma expressão de harmonia e beleza.

 Os antigos gregos avaliavam essa harmonia nos seres vivos e não-vivos, buscando em suas dimensões uma proporção que se aproximasse da razão áurea. Um segmento de reta ou linha dividida na Razão Áurea é uma das primeiras situações que aparece quando se pesquisa sobre a Razão Áurea.
O estudo da Razão Áurea pode se começar por um segmento de reta qualquer, que podemos imaginar que esteja dividido de tal forma que resulte em um segmento maior e outro segmento menor. A Razão Áurea ocorre quando o segmento menor dividido pelo maior é igual ao maior dividido pelo segmento todo.
Este processo nos leva cada vez mais próximos do valor de 1,6180339.
É surpreendente que a razão áurea esteja intimamente relacionada com a chamada seqüência de Fibonacci.0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144,... 

Vamos verificar que Fibonacci conseguiu provar que um número dividido pelo anterior aproximava do número de ouro.


3.2. O NÚMERO DE OURO
O número de ouro não é mais do que um valor numérico cujo valor aproximado é1,6180339... Este número irracional é considerado por muitos o símbolo da harmonia. A escola grega de Pitágoras estudou e observaram muitas relações e modelos numéricos que apareciam na natureza, beleza, estética, harmonia musical e outros, mas provavelmente a mais importante é a razão áurea, razão divina ou proporção divina. Se quiséssemos dividir um segmento AB em duas partes, teríamos uma infinidade de maneiras de fazê-lo. Existe uma, no entanto, que parece ser mais agradável à vista, como se traduzisse uma operação harmoniosa para os nossos sentidos.Formulou-se, o seguinte princípio: “Para que um todo dividido em duas partes desiguais pareça belo do ponto de vista da forma, deve apresentar à parte menor e a maior a mesma relação que entre esta e o todo.”
A história deste enigmático número perde-se na antiguidade. No Egito as pirâmides de Gizé foram construídas tendo em conta a razão áurea.



Outro exemplo da proporção áurea na antiguidade é o Papiro de Rhind (Egípcio) ouAhmes e também o Parthenon Grego, templo representativo do século de Péricles contém a razão de ouro no retângulo que contem a fachada.



Assim como o Parthenon, também podemos citar como uma maravilha que possua a razão áurea, o Taj Mahal, edificação maravilhosa, construída baseada na razão áurea, objeto de estudo de vários cientistas, matemáticos,arquitetos, em toda parte frontal podemos localizar a razão áurea .



LEONARDO DA VINCI  E O NÚMERO DE OURO

A perfeição dos desenhos de Leonardo da Vinci nos mostra os seus conhecimentos matemáticos, como a utilização da razão áurea para uma garantia de uma perfeição, beleza e harmonia única de suas obras. Ele usou exaustivamente os seus conhecimentos de matemática, principalmente o número de ouro em suas obras de arte. Um exemplo é a tradicional representação do homem em forma de estrela de cinco pontas de Leonardo, a qual foi inspirada no pentágono regular e estrelado inscrita na circunferência.



Podemos verificar que na era renascentista, a perfeição e a beleza eram bastante exploradas em pinturas, a razão áurea pode ser encontrada em diversas obras, Salvador Dali que pintou O Sacramento da Ultima Ceia. Podemos verificar o Retângulo de Ouro quando na Monalisa .
Ao desenharmos um retângulo à volta da face o retângulo resultante é um Retângulo de Ouro;
Dividirmos este retângulo por uma linha que passe nos olhos, o novo retângulo obtido também é de Ouro.



O NÚMERO DE OURO NA NATUREZA



Podemos observar também algumas aplicações do número de ouro na natureza. Os números de Fibonacci podem ser usados para caracterizar diversas propriedades na natureza. O modo como as sementes estão em certa ordem no centro de diversas flores é um desses exemplos.


O retângulo de ouro pode ser encontrado na concha do Nautilus, veja o esquemaabaixo, que mostra o espiral da concha limitado pelo retângulo áureo. Também encontramos aespiral no rabo do camaleão. A seqüência 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13,..., correspondente aos lados dosquadrados que montam essa espiral.


A MÚSICA E A RAZÃO ÁUREA

Na música, existem artigos que relacionam as composições de Mozart, Bethoveen (Quinta Sinfonia), Schubert e outros com a razão áurea. Pode-se verificar na figura que até mesmo a construção de instrumentos, como exemplo o violino, está relacionado com a proporção áurea.
























Proporção Áurea e Homem Vitruviano


domingo, 10 de junho de 2012

Impressionismo

Impressionismo é o termo usado para designar uma corrente pictórica que tem origem na França, entre as décadas de 1860 e 1880, e constitui um momento inaugural da arte moderna. A origem do nome remonta a um texto jornalístico que, inspirado na tela ''Impressão, Sol Nascente'', 1872, de Claude Monet (1840 - 1926), rotula de Exposição dos Impressionistas a primeira apresentação pública dos novos artistas no estúdio do fotógrafo Nadar (1820 - 1910), em 1874. 
Os impressionistas buscavam retratar em suas obras os efeitos da luz do sol sobre a natureza, por isso, quase sempre pintavam ao ar livre. A ênfase, portanto, era dada na capacidade da luz solar em modificar todas as cores de um ambiente, assim, a retratação de uma imagem mais de uma vez, porém em horários e luminosidades diferentes, era algo normal. O impressionismo explora temas simples e afastados da eloqüência acadêmica, o uso de pinceladas fragmentadas e descontínuas, os contrastes e a claridade das cores, resplandecendo a ideia de felicidade e harmonia. Se as paisagens e naturezas-mortas estão entre os temas preferidos dos pintores, observa-se certa variação em seu repertório. Basta lembrar as figuras femininas de Renoir, as dançarinas e as corridas de cavalos de Degas, os retratos e os interiores de Cézanne. De qualquer modo, as eleições temáticas, ainda que variáveis, recusam os motivos históricos, mitológicos e religiosos consagrados pela tradição acadêmica. 
Entre os paisagistas mais fiéis ao movimento encontram-se Pissarro, único a participar de todas as exposições do grupo, e Monet, comprometido com os pontos centrais da pauta impressionista até o fim da vida. Mas se as paisagens de Monet privilegiam o movimento das águas e seus reflexos, explorados em regatas, barcos e portos, as de Pissarro inscrevem-se nos motivos camponeses trabalhados por Milliet, em que ocupam lugar central as terras cultivadas, as aldeias e estradas que conduzem até elas. Os principais artistas impressionistas foram Monet, Manet, Renoir, Camile Pissarro, Alfred Sisley, Vincent Van Gogh, Degas, Cézanne, Caillebotte, Mary Cassatt, Boudin, Morisot, etc. No Brasil, o representante máximo do impressionismo foi Visconti, que teve contato com a obra dos impressionistas europeus.    Rosa e Azul - Renoir O pomar - Pissarro A casa do enforcado - Cézanne Impressão sol nascente - Monet

quarta-feira, 4 de abril de 2012

                             Funções da arte




Dependendo do tipo de interesse, podemos distinguir 3 funções principais para a arte: a pragmática, a naturalista e a formalista.

Função naturalista – O interesse está mais voltado para o conteúdo da obra do que para seu modo de apresentação. Exemplo: os retratos. Os critérios de avaliação de uma obra de arte do ponto de vista da função naturalista são: a correção da representação, a inteireza ou integridade do assunto e o vigor da representação.









Função formalista – Visa a forma de apresentação a obra de arte. É o único dos interesses que se ocupa da obra de arte como tal e por motivos estéticos. Os critérios de avaliação desse do ponto de vista são tirados da própria obra, ou seja, os princípios e organização interna dos elementos que compõem uma obra de arte variam de acordo com cada novo projeto.





Função pragmática ou utilitária – Segundo essa função, a arte serve como meio para se alcançar um fim não-artístico, não sendo valorizada por si mesma, mas por sua finalidade. Não interessa saber se a obra tem ou não qualidade estética, basta que se avalie, do ponto de vista moral, a finalidade à qual a obra serve. 







A pintura renascentista e os avanços da geometria

O termo Renascimento é comumente aplicado à civilização europeia que se desenvolveu entre 1300 e 1650, sobretudo no século XVI. Além de reviver a antiga cultura greco-romana, ocorreram nesse período muitos progressos e incontáveis realizações no campo das artes, da literatura e das ciências, que superaram a herança clássica. 

No campo das artes, a interpretação cientifica do mundo característica do renascentismo acabou por refletir sobretudo na pintura. Os estudos da perspectiva segundo os princípios da Matemática e da Geometria, obtiveram grandes avanços durante o renascimento. O uso da perspectiva conduziu a outro recurso, o claro-escuro, que consiste em pintar algumas áreas iluminadas e outras na sombra. Esse jogo de contrastes reforça a sugestão de volume dos corpos. A combinação da perspectiva e do claro-escuro contribuiu para o maior realismo das pinturas.


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Nascimento de Vénus- Botticelli





Rubens, O Rapto das filhas de Leucipo

                                                                                                           
A redescoberta da antiga filosofia, da literatura, das ciências e a evolução dos métodos empíricos de conhecimento caracterizam todo este período. Em oposição ao espírito escolástico e ao conceito metafísico da vida, busca-se uma nova maneira de olhar e estudar o mundo natural. Esse naturalismo vincula-se estreitamente à ciência empírica e utiliza suas descobertas para aplicá-las nas obras de arte. Os novos conhecimentos da anatomia, da fisiologia e da geometria são prontamente incorporados, possibilitando, por exemplo, a representação do volume pelo uso da perspectiva, dos efeitos de luzes e cores. Do ponto de vista filosófico, surge uma nova concepção do mundo e do destino do homem, uma visão mais realista e humana dos problemas morais.